Seu fiador lhe enviou uma solicitação de amizade.

screenshot-1Confiança foi uma das palavras mais ditas durante o Ouishare Fest Barcelona.  Os usuários de plataformas digitais e também as pessoas que costumam adquirir produtos e serviços pela Internet sabem muito bem a importância da reputação no mundo digital. Até mesmo pra aceitar uma solicitação de amizade no Facebook  a gente antes dá uma boa olhada no perfil da pessoa. Num mundo hiperconectado e aberto é extremamente importante confiar nas pessoas que estão na nossa rede.

Mas e se pudéssemos usar nossa “reputação online” como fiança num contrato de aluguel?

É isso que faz a Traity, criada pelo  Juan Cartagena. O algoritmo da Traity usa dados dos perfis dos usuários em plataformas como eBay, Airbnb, Facebook e Linkedin, para determinar a confiabilidade das pessoas, dando a elas a chance de acessar serviços como aluguéis e seguros. Como eles mesmo definem na Missão da empresa “Nós precisamos de uma nova forma de crédito que empodere as pessoas. Felizmente hoje nós temos novas fontes de dados para avaliar se as pessoas se comportam bem e se são confiáveis. ”

A Traity tem como clientes potenciais estudantes, freelancers e imigrantes. Pessoas que encontram muita dificuldade para, por exemplo, alugar um imóvel. Pensando apenas nos freelancers, a estimativa é de que, até 2020, a economia mundial tenha em média 40% de trabalhadores autônomos. Uns por escolha, outros porque simplesmente já não há vagas suficientes no mercado formal de trabalho.  A Traity se propõe, portanto, a resolver um problema básico para quem é autônomo e não possui como comprovar uma renda fixa. É  uma solução que chega a ser revolucionária quando se pensa em países como a Índia, em que em muitas cidades é comum se exigir um depósito referente a 7 meses na hora de alugar um imóvel. É mais um sinal da capacidade que a economia digital tem de criar soluções disruptivas e de superar o modelo baseado em intermediários e grandes companhias financeiras.

 

Autor: Matheus Queiroz

Estudei história, fui professor, fiz mestrado em gestão do conhecimento, entrei para o mundo do contracheque como servidor público, trabalhei com inovação tecnológica e cheguei a dar aula sobre como escrever uma patente de escova de dentes... mesmo sem concordar muito com propriedade intelectual. Precisei passar por tudo isso para entender que devemos sempre seguir o que faz nosso coração vibrar. Acredito no poder da colaboração, no futebol arte e que grandes coisas podem acontecer quando você se conecta com pessoas que admira.

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