Para entender a Economia P2P.

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Muita gente deve conhecer o termo Peer-to Peer (P2P) por causa da era do compartilhamento de arquivos de Mp3. Todo mundo lembra do Kazaa, Emule ou do pioneiro Napster.

Basicamente a ideia consistia em compartilhar arquivos diretamente de um computador para outro. Uma prática que, para a época, era bastante revolucionário, o que acabou por gerar fortes reações por parte da indústria da música. Gravadoras e até mesmo alguns músicos fizeram de tudo para bloquear esse tipo de ferramenta.

Dando uma pesquisada na Wikipedia encontramos um trecho bem interessante sobre o significado do P2P:

“Os novos sistemas P2P estão indo além do compartilhamento entre pares, estão buscando pares diferentes que podem trazer recursos, capacitando os pares individuais para realizarem tarefas maiores, mas que são de benefícios de todos os pares.”

Esse parágrafo faz parte da definição de Peer-to-Peer dentro do contexto da arquitetura de redes. Entretanto, aponta para caminhos e possibilidades de colaboração e compartilhamento entre pessoas, organizações e comunidades. Dentro dessa perspectiva,  a ideia atualemnte é que esse conceito seja ampliado para gerar, por exemplo, novas práticas de produção e de criação de valor.

Esse é o grande desafio do momento para diversas organizações e comunidades interessadas em promover a produção P2P e a economia colaborativa . A principal delas talvez seja a P2P Foundation. Temos também a P2P Foundation Brasil, a inciativa brasileira dessa mesma fundação. Clicando aqui você pode encontrar um ótimo sumário feito por eles sobre as principais maneiras de promover a Economia P2P.

Hoje podemos ir muito além de compartilhar arquivos de música. A busca é por aprofundar e disseminar as práticas P2P no sentido de promover modelos de produção mais livres e justos. Num mundo sufocado pela superprodução e pelo consumismo, o compartilhamento e a colaboração entre pares pode ser uma saída em direção a uma sociedade mais sustentável e equilibrada.

Atualização 1: Hoje descobri a ótima, e brasileira, revista P2P & Inovação, que você pode acessar aqui.

Maiores que Starbucks? Prevendo o Futuro do Coworking.

startup-593341_1920Por Cat Johnson

Publicado originalmente por Shareable

Tradução por Matheus Queiroz.

 

Coworking começou como um pequeno e marginal movimento de pessoas que queriam trabalhar de forma independente, mas dentro de uma comunidade. Uma década depois, esse movimento tornou-se uma indústria global de rápido crescimento, caminhando para tornar-se mainstream.

Um novo prognóstico sobre coworking, feita pela Emergent Research, aponta que o o número de espaços de coworking no mundo irá crescer dos atuais 11 mil para 26 mil em 2020. Isso é 3 mil vezes mais que o número de Starbucks em todo mundo em 2015. Ao mesmo tempo, a expectativa é de que o número de membros dos coworkings quadruplique,  saltando dos atuais 976 mil para 3,8 milhões de membros.

O crescimento dos coworkings pode ser atribuído a inúmeros fatores, embora o principal motor possa simplesmente ser o grande e crescente número de freelancers em todo mundo, o que atualmente representa, aproximadamente, 1/3 de todos os trabalhadores nos Estados Unidos. E, aparentemente, freelancers não querem se isolar com sua independência. Como disse Steve King, da Emergent Research, “Nós não estamos em nosso melhor a não ser que estejamos felizes em algum nível e nós não estamos felizes a não ser que nos relacionemos com outras pessoas… Com exceção dos empreendedores ermitões… você não será feliz a menos que mantenha relações humanas e o mundo dos coworkings fornece isso.

A disparidade nas taxas de crescimento entre espaços e membros se deve ao fato de que espaços de coworking estão, em média, ficando maiores e atendendo mais pessoas. Curiosamente, a estimativa de 3,8 milhões de pessoas trabalhando em coworkings no mundo até 2020 representa apenas 4% de penetração no mercado, o que deixa muito espaço para crescimento. A equipe da Emergent Research estima que, apenas nos Estados Unidos, 22 milhões podem eventualmente passarem a ser membros de coworkings.

O que esse crescimento impressionante significa para a comunidade de coworkings? Quando, como sugere o levantamento, até mesmo alguns Starbucks poderiam ser considerados espaços de coworking, ele levanta a questão de saber se os principais valores do coworking – comunidade, transparência, colaboração, sustentabilidade e acessibilidade – irão continuar norteando o movimento.

Considerando a força da comunidade fundadora do movimento coworking, eu acredito que os valores podem, e irão, permanecer no movimento. Mas, da mesma forma que temos que passar ao largos das rede de café para conseguir ter uma xícara de um café feito localmente e dentro dos ideias do comércio justo, você talvez precise sair da sua rota para encontrar um coworking que priorize tais valores.