Maiores que Starbucks? Prevendo o Futuro do Coworking.

startup-593341_1920Por Cat Johnson

Publicado originalmente por Shareable

Tradução por Matheus Queiroz.

 

Coworking começou como um pequeno e marginal movimento de pessoas que queriam trabalhar de forma independente, mas dentro de uma comunidade. Uma década depois, esse movimento tornou-se uma indústria global de rápido crescimento, caminhando para tornar-se mainstream.

Um novo prognóstico sobre coworking, feita pela Emergent Research, aponta que o o número de espaços de coworking no mundo irá crescer dos atuais 11 mil para 26 mil em 2020. Isso é 3 mil vezes mais que o número de Starbucks em todo mundo em 2015. Ao mesmo tempo, a expectativa é de que o número de membros dos coworkings quadruplique,  saltando dos atuais 976 mil para 3,8 milhões de membros.

O crescimento dos coworkings pode ser atribuído a inúmeros fatores, embora o principal motor possa simplesmente ser o grande e crescente número de freelancers em todo mundo, o que atualmente representa, aproximadamente, 1/3 de todos os trabalhadores nos Estados Unidos. E, aparentemente, freelancers não querem se isolar com sua independência. Como disse Steve King, da Emergent Research, “Nós não estamos em nosso melhor a não ser que estejamos felizes em algum nível e nós não estamos felizes a não ser que nos relacionemos com outras pessoas… Com exceção dos empreendedores ermitões… você não será feliz a menos que mantenha relações humanas e o mundo dos coworkings fornece isso.

A disparidade nas taxas de crescimento entre espaços e membros se deve ao fato de que espaços de coworking estão, em média, ficando maiores e atendendo mais pessoas. Curiosamente, a estimativa de 3,8 milhões de pessoas trabalhando em coworkings no mundo até 2020 representa apenas 4% de penetração no mercado, o que deixa muito espaço para crescimento. A equipe da Emergent Research estima que, apenas nos Estados Unidos, 22 milhões podem eventualmente passarem a ser membros de coworkings.

O que esse crescimento impressionante significa para a comunidade de coworkings? Quando, como sugere o levantamento, até mesmo alguns Starbucks poderiam ser considerados espaços de coworking, ele levanta a questão de saber se os principais valores do coworking – comunidade, transparência, colaboração, sustentabilidade e acessibilidade – irão continuar norteando o movimento.

Considerando a força da comunidade fundadora do movimento coworking, eu acredito que os valores podem, e irão, permanecer no movimento. Mas, da mesma forma que temos que passar ao largos das rede de café para conseguir ter uma xícara de um café feito localmente e dentro dos ideias do comércio justo, você talvez precise sair da sua rota para encontrar um coworking que priorize tais valores.